Geração própria pode trazer economia de 30% nos horários de pico

Geração própria pode trazer economia de 30% nos horários de pico

O mercado de grupos geradores se anima com a possibilidade de expansão do segmento nos próximos anos – players apontam 20% de crescimento este ano. É que a alta considerável da tarifa da energia impulsiona diversos setores a adotar equipamentos de autogeração.
O aumento da conta dos consumidores industriais de energia pode chegar a 40% este ano - em 2014, este índice já tinha subido mais de 20%. O acumulado, portanto, chega a mais de 60%.
Soma-se a isso a possibilidade de ocorrência de apagões, ainda que de forma esporádica e diferente de 2001, quando se descobriu a necessidade de investimentos massivos na infraestrutura energética.
Hoje, por exemplo, as termelétricas respondem por cerca de 30% da capacidade instalada de geração de energia no País, quando àquela época representava apenas 10%. O problema é que, quando acionadas a toda carga, costumam proporcionar custo elevado de geração - que é o que em parte justifica hoje o preço alto da tarifa de energia elétrica.
No Brasil, o preço por MWh gerado é mais baixo na fonte hidrelétrica (que detém 60% de capacidade de geração instalada), em relação às outras matrizes energéticas. No entanto, a longa estiagem tem deixado a geração média deste sistema com capacidade diminuída, exigindo o acionamento pleno das termelétricas.
 
Mercado 
Jorge Buneder, presidente da brasileira Stemac, afirma que no primeiro trimestre a empresa identificou um aumento de volume de consultas para instalação de grupo de geradores.
“Vejo preocupação das empresas com o fornecimento, com a degradação da qualidade da energia por conta de sobrecarga”, diz. Ele aponta a falta de investimentos na rede pelas concessionárias, atingidas há dois anos pela determinação do governo pela redução da tarifa, como outro fator por busca de alternativas.
“A crise energética, sem dúvida, potencializa o mercado de grupos geradores, mas a inteligência para crescer no País neste segmento está na engenharia e no atendimento ao cliente”, avalia Kai-Uwe Hirschfelder, diretor-geral da fabricante norte-americana SDMO-Maquigeral. “No curto prazo, entretanto, podemos ter ampliação do mercado pela fragilidade da rede pública do setor de energia no País”.
De acordo com a companhia, a economia de implantação de um grupo gerador pode chegar a 30% dos custos operacionais de uma empresa nesse insumo.
Pedro Silva, gerente de Marketing e Novos Negócios da Ecogen, empresa de projetos, instalação e operação de soluções de energia, aponta que o crescimento do mercado de geradores está “na preocupação do racionamento e da busca da economicidade”.
A firma trabalha com geradores a gás e aplica o movido a diesel só em questões emergenciais. “O gás natural é um combustível mais limpo, por isso o priorizamos”, afirma.

Ele explica que a empresa trabalha também na modalidade de cogeração em seus projetos. Exemplo é shopping em Campo Grande (MS), em que a energia térmica proveniente do bloco do motor e dos gases de escape dos grupos geradores a gás natural instalados é convertida para produzir água gelada para o sistema de ar-condicionado do empreendimento.
Sobre a adoção da autogeração, Thiago Moraes, líder de Marketing e Efetividade de Vendas da Aggreko para a América Latina, analisa que não há uma regra geral sobre que segmentos têm mais potencial de adotar a solução, mas ele explica que é preciso levar em conta o custo do combustível disponível (diesel ou gás natural) para a geração.
“Os consumidores pertencentes ao chamado Grupo A (grandes consumidores que recebem a energia da concessionária em Média Tensão), têm na Portaria 44 do Ministério de Minas e Energia um incentivo a mais para a autogeração. A portaria define valores bastante atrativos para cada MWh gerado pelo consumidor por meio de seus grupos geradores e exportado para o SIN (Sistema Interligado Nacional”, relata. “O ideal é que os consumidores consultem uma empresa especialista em geração de energia para auxiliá-los na avaliação do seu respectivo cenário”.
Silvio Santos, gerente comercial no Brasil e Cone Sul do grupo de geradores da Caterpillar, explica que o mercado de autogeração se abre principalmente para indústrias de médio e pequeno porte, e segmentos das áreas de serviço e comércio que não podem ter energia interrompida, como bancos, supermercados e hotéis.
“Indústrias de grande porte, em geral, já possuem grupo gerador, inclusive para geração de horários de pico”, explica. O horário de pico, entre o final da tarde e o início da noite, tem tarifação maior de energia elétrica (chegando três vezes ou mais do que o valor fora do pico) por conta do alto consumo - e muitas empresas já acionam grupos geradores nesse período do dia para diminuir custos.
A Caterpillar fabrica no Brasil grupo gerador a diesel e importa os modelos a gás, com equipamentos variando de 50 kVA a 700 kVA. “Embora com o combustível também em alta, este aumentou menos do que a energia”, o que justifica a compensação de se ter grupo gerador.
Outro motivo apontado por Silvio Santos do incremento desse mercado é a futura retomada econômica no País, que pode levar o sistema ao colapso. “O crescimento econômico do País está ligado à disponibilidade de energia”, cita. 
Para implementação de grupos geradores, o executivo expõe que é necessário fazer um dimensionamento geral de carga e no horário de pico, para saber o tipo e a capacidade do grupo gerador a ser implementado em uma empresa. “Uma vez instalado, faz-se um comissionamento antes de colocá-lo em funcionamento efetivo para saber se está tudo adequado”, finaliza.
 
Construção e indústria
 
A inglesa JCB, de olho nesse mercado, passou a oferecer no início deste ano grupo de geradores pela primeira vez no País. Os modelos lançados atendem de 65 kVA a 115 kVA. “Esse é um mercado que já é explorado em outros países e identificamos grandes oportunidades no Brasil”, comenta Nei Hamilton, diretor comercial da JCB, marca mais conhecida no Brasil como fabricante de máquinas da linha amarela.
A sueca Atlas Copco, que tem produção anual de 4 mil geradores, afirma que tem focado na oferta de geradores para o setor industrial – quando havia antes um direcionamento maior para o segmento de construção e mineração. A empresa prepara até o lançamento de um gerador de 1.100 kVA voltado para atender este mercado e acrescenta que gastou R$ 2 milhões com o desenvolvimento do produto. 
“Vemos empresas de grande porte, com projetos de longo prazo, dispostas a investir na autogeração, se preparando para uma possível retomada econômica no futuro”, conta Fernando Groba, gerente da marca.
A adoção de geradores em grandes obras costuma ter papel primordial. Na construção da ponte de Laguna, no trecho sul da BR-101, em Santa Catarina, com 2,8 km de extensão, por exemplo, eles foram essenciais, de acordo com empresa que alugou os equipamentos, a Motormac Rental. Lá, usaram 20 geradores de forma quase ininterrupta, inclusive à noite, nas balsas que auxiliaram a concretagem da estrutura.
O segmento de eventos é outro que demanda geradores. A locadora Power Brasil Geradores informa que em 2014 ela forneceu 12 grupos geradores, de 500 KVA cada, representando 6 MVA no total, para a apresentação do ex-beatle Paul McCartney, na Arena do Palmeiras, em São Paulo (SP).

Fonte: http://www.oempreiteiro.com.br/Publicacoes/10218/Geracao_propria_pode_trazer_economia_de_30_nos_horarios_de_maior_demanda.aspx

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